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     Está existindo, ainda que silenciosa, uma rebelião contra a GLOBALIZAÇÃO. A devastação dos postos de trabalho por conta da GLOBALIZAÇÃO vem afastando a população da estabilização política, fazendo assim com que salvadores da pátria surjam em todas as partes do mundo, podemos citar como exemplo Donald Trump, nos EUA, sem contar o surgimento de partidos simpatizantes do neonazismo como o  “Alternativa para Alemanha” que querem uma revolução “nativista”. Alguns cientistas políticos tentam alertar as lideranças mundiais que isso poderá reviver alguns perigosos fantasmas do passado.

     Algumas frentes dizem que é preciso investir mais em educação para que nossos jovens tenham as habilidades para competir no Século XXI e destinar mais recursos ao tripé investigação-desenvolvimento-inovação para manter a competitividade e o alto nível de vida. Outros acham que  é preciso compensar os perdedores da globalização, seja com um complemento salarial ou com uma renda básica universal, além de reduzir a burocracia, facilitar o empreendimento, flexibilizar a contratação e as demissões no setor público, incrementar a transparência nas administrações e introduzir mais mecanismos de prestações de contas aos políticos. Também tem aqueles que acham que as pessoas querem mais empregos, não compensações. As respostas não podem ser individuais, e sim estruturais. Os políticos precisam de maior poder de manobra. Mais política e menos tecnocracia, além da capacidade de aumentar a arrecadação de impostos. E se para isso, é preciso mais controles ao capital e limitar a entrada de imigrantes? mas e o cidadão, quer o que? na verdade não é o que queremos que importa e sim o que os líderes mundiais querem.

     Foi preciso falar a respeito das tendências mundiais para se chegar ao âmbito nacional e locais. Países tentam a qualquer modo serem protecionistas, taxam importações, fazendo com que países do terceiro mundo minguem sua economia e seus habitantes saiam, migrem para países da Europa e América do Norte afim de  encontrarem a terra prometida. Podemos perceber esse fenômeno com relação a venezuelanos que estão vindo para o nosso Brasil fugindo do Caos político-econômico em que aquele pais está vivendo, mas onde colocar tanta gente, como coloca-los no mercado de trabalho e como será essa disputa?

     Nas grandes cidades o que vemos é o aumento dos ambulantes disputando cada centavo, nas estradas, principalmente nos engarrafamentos também percebemos o aumento de pessoas querendo vender algo, tudo pela sobrevivência e não estamos aqui falando a respeito de pessoas que saem de países da África e Ásia a procura de água, fenômeno silencioso, que a elite que governa o nosso mundo não vê e se vê faz vista grossa.

     Precisamos de emprego. O problema é criar novos postos de trabalho com uma GLOBALIZAÇÃO crescente, onde países como a China e a Índia, que podemos citar como exemplo, tem uma população crescente e leis trabalhistas mais flexíveis, principalmente para o empreendedor onde seus produtos são mais baratos e mesmo com protecionismos em países consumidores de seus produtos onde os mesmos chegam com preços mais competitivos, reduzindo os postos de trabalho nesses países consumidores. Por outro lado esses mesmos países consumidores correm atrás, automatizando cada vez mais a suas linhas de produção, tirando empresas que antes eram em grandes centros, que é onde está a massa populacional e levando suas unidades fabris para áreas de origem de suas matérias primas iniciais, podemos citar como exemplo as fábricas de tecido que existiam nos grandes centros, davam empregos a milhares de pessoas, as mesmas foram para perto das plantações de algodão, o que barateou os custos de transporte, além da mão de obra que ficou menos cara, automatizando também sua linha de produção; e para terminar… estamos vendo em nosso Brasil a corrida dos políticos em flexibilizar as leis trabalhistas e modificar o sistema de previdência social.

     Dar incentivo aos empreendedores com infra estrutura e redução de impostos é importante e necessário para que possamos crescer, dar emprego a uma população que a cada dia cresce, mas também é preciso o cidadão saber que ele tem que se aprimorar, pois a cada dia o mercado de trabalho ficará mais exigente. O nome disso é GLOBALIZAÇÃO.

 

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